Treze cabras tem o
pastor, das treze, três são doutoradas, e as restantes de nada conhecemos, que
algumas delas, são letradas, e que outras comem a erva fresca do caderno que fica
todas as noites sobre a secretária, e que se esquece de apagar a luz,
Do dinheiro que sobrou na
algibeira do anterior dia.
As cabras bebem água,
pois claro
Todas as cabras, letradas,
não letradas
Lêem poesia,
E bebem a água, ou doutoradas,
Bebem a também água,
E comem toda a ervinha do
dia-a-dia.
As três cabras
doutoradas, todas elas, elas todas
Têm um nome;
Temos a Adília, depois
logo em seguida, a Adosinda, e por último, não menos importante do que as
outras,
Temos a Aurora,
A Aurora habitava na
minha rua, mas até já me disseram que nesta rua não mais mora…
E eu que sou o pastor,
Tenho fome.
Estou cansado.
Tenho sono.
E também não o sei e
desconheço,
Qual das trezes cabras,
logo à noite em luar, irei eu
Eu sacrificar.
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