Ouvi um barulho, no olho que
se avizinha, coitada
Coitada da vizinha, tão
só, anda ela
Tão só, tão só que na mão
traz uma vela,
E nos lábios mínguas maresias
ou quase nada
Quantos nadas a eu
pertenço,
E que triste final daquela
vidraça, e que me vence
E que não me pertence,
Nos seios de minha amada,
e que me acena com um lenço
E que me acorda de
madrugada,
No meu triste sonhar,
Sonhar que há mais água
salgada
Na minha mão desesperada,
o trigo loiro abençoado,
Do que lágrimas no mar,
No mar em meu corpo
cansado
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