10 outubro 2025

No mar em meu corpo cansado

 

Ouvi um barulho, no olho que se avizinha, coitada

Coitada da vizinha, tão só, anda ela

Tão só, tão só que na mão traz uma vela,

E nos lábios mínguas maresias ou quase nada

 

Quantos nadas a eu pertenço,

E que triste final daquela vidraça, e que me vence

E que não me pertence,

Nos seios de minha amada, e que me acena com um lenço

 

E que me acorda de madrugada,

No meu triste sonhar,

Sonhar que há mais água salgada

 

Na minha mão desesperada, o trigo loiro abençoado,

Do que lágrimas no mar,

No mar em meu corpo cansado

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