Estranheza, tanta coisa estranha
têm os pássaros, em papel ou estampados num cortinado, fino e sincero, e
estranho,
Como os pássaros me estranham,
tal como as acácias me olhavam, depois
De e na, a chuva, o
silêncio de uma gota que cai da alvorada, tanta coisa louca, e tão pouca,
Sem quase nada.
Estranho os pássaros me
estranharem. Mas eu também estranho os pássaros, e nunca se sabe,
Se a tarde desenha um
beijo nos lábios do mar, não será a tarde e o mar, uma outra página, de um
qualquer livro, mesmo que não tenha um nome
Que me estranha, como os
pássaros me estranham, e como eu estranho os pássaros e os gatos,
Olho-me ao espelho…
E pareço tão estranho.
Eu.
Eu.
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