desço estas escadas em
silêncio que deus não abandona
que as pessoas que o
esperam lá fora
merecem o todo respeito e
simpatia que abona
e as palavras dos actos
pecados que o relógio em hora
corre estrada adiante
sem perceber quando
acordará a madragoa
ou os carris do infante
nos braços de lisboa
a noite foi sempre tão
puta
e já nem falo do céu
estrelar
que tantas vezes em luta
que tantas vezes me viu
sofrer
e outras tantas vezes me
viu a sonhar
desço estas escadas com
medo de tropeçar
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