então um dia vou cobrir o
teu corpo de rosas...
inventar o sono que
dormirá sobre os teus seios em pedaços de pétala
então um dia vou saborear
os teus lábios como se fossem pequenos favos de mel
como se fossem Primaveras
embebidas em silêncios
mergulhadas
como se a luz fosse uma
janela
e o mar
a jangada por onde foges
corres
invisível no corredor da
solidão
então um dia voarás nos
meus braços
e do teu sorriso uma fina
lâmina de madrugada embriagar-se-á com o teu corpo salgado
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