Pertences aos voos
nocturnos da geada
És o desejo, és a espada
cravada
Dos lábios o beijo
Na boca a voz da
madrugada
Com tão poucas janelas adoçam-se
os barcos encostado às amuradas
Correm mágoas, em léguas
submarinas, são alegres as palavras, ditas, escritas, ou apenas as palavras alicerçadas
Dos seios teus socalcos, brota
o líquido mais puro do desejo
E o beijo é a espingarda
sobre a aldeia, a enxada que procura a charrua, e a nua e o leite
Tua pele me toca e acorda
em nós o fogo
E uma pedra alcança a lua
e o luar…
E entras em mim e que és
o meu mar.
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