12 outubro 2025

E entras em mim e que és o meu mar

 

Pertences aos voos nocturnos da geada

És o desejo, és a espada cravada

Dos lábios o beijo

Na boca a voz da madrugada

 

Com tão poucas janelas adoçam-se os barcos encostado às amuradas

Correm mágoas, em léguas submarinas, são alegres as palavras, ditas, escritas, ou apenas as palavras alicerçadas

Dos seios teus socalcos, brota o líquido mais puro do desejo

 

E o beijo é a espingarda sobre a aldeia, a enxada que procura a charrua, e a nua e o leite

Tua pele me toca e acorda em nós o fogo

E uma pedra alcança a lua e o luar…

E entras em mim e que és o meu mar.

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