Pareia em teu dúctil corpo de incenso
a melodia poética das flores em
construção...
vivo-as como se fossem gaivotas
sobrevoando o desejo dos teus lábios
enfim... como se fosses uma nuvem de
chocolate com doces morangos
pareiam em ti as palavras silenciosas dos
minutos travestidos
que os calendários transformam num jejum
incompleto e disforme...
Alimento-me das tuas cansadas dores
íngremes nas plataformas inclinadas dos discos voadores
aos pratos sobre o teu peito que uma mesa
de quatro pernas dorme e vive na praia dos teus seios
incongruente porque lá fora mesmo debaixo
das árvores do nosso invisível quintal...
barcos
guindaste de areia
urgem como rugas na madrugada sumarenta
das laranjas embalsamadas...
Sem comentários:
Enviar um comentário