“Sábados,
Domingos…
… E feriados,
Lamentamos,
Estamos encerrados”,
No pólen amanhecer
Cresce uma abelha em
flor,
É disparada contra o
coração
Uma bala de tinta
florescente,
E de espingarda na mão,
Aquele louco transeunte…
Senta-se sobre a
invisível espuma do mar,
Lamentamos,
O amor encontra-se
encerrado para remodelação…
A paixão…
Afogada numa caixa em
cartão,
Segue viagem, e não regressa
a este cais ambulante,
“Sábados,
Domingos…
… E feriados,
Lamentamos,
Estamos encerrados”,
Apaixonados!
Não sei se vos diga o que
sinto…
Porque nada sinto,
É estranho,
Saber que amanhã não vai
acordar a madrugada,
É estranho,
Perceber que amanhã uma
rosa embalsamada…
Acordará no estômago de
um velho livro,
E o amor… e o amor é um
gajo “fodido”.
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