15 outubro 2025

Bala de tinta florescente

 

“Sábados,

Domingos…

… E feriados,

Lamentamos,

Estamos encerrados”,

 

No pólen amanhecer

Cresce uma abelha em flor,

É disparada contra o coração

Uma bala de tinta florescente,

E de espingarda na mão,

Aquele louco transeunte…

Senta-se sobre a invisível espuma do mar,

Lamentamos,

O amor encontra-se encerrado para remodelação…

A paixão…

Afogada numa caixa em cartão,

Segue viagem, e não regressa a este cais ambulante,

 

“Sábados,

Domingos…

… E feriados,

Lamentamos,

Estamos encerrados”,

 

Apaixonados!

 

Não sei se vos diga o que sinto…

Porque nada sinto,

É estranho,

Saber que amanhã não vai acordar a madrugada,

É estranho,

Perceber que amanhã uma rosa embalsamada…

Acordará no estômago de um velho livro,

E o amor… e o amor é um gajo “fodido”.

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