13 outubro 2025

 

Aquiesço que a noite me quer comprar, que a pedra mais pesada que eu transporto durante o dia, quando é a noite, é tão leve

Como o leve doce do algodão

Que este martírio não termina, nunca

Que a madrugada é uma merda, que merda é o luar e a lua, e as estrelas,

E o algodão leve doce, a noite se crava na terra enxada de uma mão a transpirar pequenas gotículas de sangue,

 

E depois, o vexame.

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