O ângulo neto que se aboquilha
na monotonia sentida, do dia
A voz brota de cada
fresta da parede, são lágrimas do teu sorriso
Que descem até às
profundezas do sítio onde me escondo, quando a noite
Me deixa,
E nunca mais será a noite
que me abraçou
Um pequeno quadrado,
quatro ângulos netos me separam do real,
E do irreal
Será real a chuva que cai
sobre nós, quando estamos apaixonados
Ou será irreal pensar que
o relógio que transporto, é
O silêncio do anterior
dia,
O que será a noite,
quando a noite pertence aos mórbidos e loucos pássaros que escondo no meu peito
Sinto-o, dentro de mim o
mar, está revolto
E cada barco que me
calca, eu sinto ao longe
O sorriso sol de uma nova
madrugada,
E talvez os ângulos netos
não sirvam para nada, a não ser
Ângulos rectos que fervem
a noventa graus…
(27/10/2025)
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