27 outubro 2025

Ângulos rectos que fervem a noventa graus…

 

O ângulo neto que se aboquilha na monotonia sentida, do dia

A voz brota de cada fresta da parede, são lágrimas do teu sorriso

Que descem até às profundezas do sítio onde me escondo, quando a noite

Me deixa,

E nunca mais será a noite que me abraçou

 

Um pequeno quadrado, quatro ângulos netos me separam do real,

E do irreal

Será real a chuva que cai sobre nós, quando estamos apaixonados

Ou será irreal pensar que o relógio que transporto, é

O silêncio do anterior dia,

 

O que será a noite, quando a noite pertence aos mórbidos e loucos pássaros que escondo no meu peito

 

Sinto-o, dentro de mim o mar, está revolto

E cada barco que me calca, eu sinto ao longe

O sorriso sol de uma nova madrugada,

 

E talvez os ângulos netos não sirvam para nada, a não ser

 

Ângulos rectos que fervem a noventa graus…


(27/10/2025)

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