13 de Outubro, peregrinação
à minha biblioteca
Toco em todos e em todas
A água tanto bate até que
fura
O frio tem um buraco na
algibeira
Há sempre um remédio que
cura
Ou um poema que dança no
silêncio da chuva
Um prego que foi espetado
numa falsa oliveira
O trigo sobre a mesa
E a mesa
Sobre a laje aflita e reflectida
numa pedra feiticeira
A neve é negra
E o mar tem dois braços-de-mar
E de tantos
Braços,
Nem uns abraços
O dia é uma merda
E da noite é tão linda
como a linda
Toco em todos
Toco em todas
13 de Outubro, peregrinação
à minha biblioteca
Toco em todos e em todas
E se deus o quiser,
amanhã é terça-feira, da graça de deus, que deus o tenha em feliz descanso,
Ámen.
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