27 outubro 2025

Abstracto

 

Me sinto abstracto, qualquer coisa em rotação

Perdendo peso, voando cada vez mais sobre a neve primeira da noite trazida de longe

Vestia-me de monge, e procurava na minha mão

Outra mão, que me tocasse

Nem que fosse para me dizer baixinho, estou aqui

Pertinho

E juntinho de ti

 

Me sinto abstracto, absorto, e quase morto.

Sem comentários:

Enviar um comentário