A vírgula,
É a charrua
Que lavra a terra
invisível de um sonho
É a lua de um soldado
O brinquedo de um menino
A vírgula,
É o toque do sino
Que separa a alegria
Da alegria
Que às vezes é o dia
Que às vezes é o dia
Invernal
Carnal o amor
Carnaval
Vai o pastor
O doutor
E o poeta da dor
A vírgula,
É o pénis disfarçado de
noite
Quando nunca existiu tal
noite
Como nunca existiu
A vírgula
Que se disfarçava de
pénis
Não
O pénis é que se
disfarçava, de pénis
De noite
Açoita as nádegas de uma
vírgula
E a vírgula sou eu.
(29/10/2025)
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