A muitas ruas eu pertenço
De muitos momentos eu o
sou
Cansaços em braços
E os sapatos parecem fragulhos
Das pontes o crucificar da
luz
Que a noite quer
E come
As muitas ruas a que eu
pertenço
Das muitas ruas a que eu
pertenço
Há uma que nunca esqueço
Porque o sono é um grande
comboio
Desgovernado aos sábados
e às quartas-feiras
E eu não mereço
Nem quando subo
Tão pouco quando desço
Mas as ruas o que são
Se apenas o são
Submundos e outros
albergues
Que as ruas são pedras e espadas
de arremesso
Que eu nunca esqueço
Porque não o mereço
Cada rua a que eu
pertenço
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