16 outubro 2025

a luz do olhar

 

a luz do olhar

que se crava no silêncio amanhecer

e o rio caminha até ao mar

caminha e não se cansa de correr

 

que a luz mata e a espada

procura a maré de uma lágrima chorada

porque a espada espetada

magoa mais do que a pedra lançada

 

pelo olhar da luz nocturna da paixão

e eu te peço que não leias mais o meu escrever

porque a luz do olhar é o clarão

 

e é a chuva de uma tarde sonolenta

que se crava no silêncio amanhecer

e que depois é novamente o olhar da espada sangrenta

 

(16/10/2025)

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