22 outubro 2025

a calçada

 

o fim a linha quase esticada

o finito

grito

da alvorada

 

o livro perfeito no imperfeito amanhecer

que o mar é a saudade

e o vento a liberdade

de viver

 

quatro paredes invisíveis com medo aos petroleiros

vagões recheados de línguas-de-gato e um gato

finge que está a arder e alguém pede ajuda aos bombeiros

 

e a calçada em ar de também fingir

fingia que era o sapato

que fingia cair.



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