o fim a linha quase
esticada
o finito
grito
da alvorada
o livro perfeito no
imperfeito amanhecer
que o mar é a saudade
e o vento a liberdade
de viver
quatro paredes invisíveis
com medo aos petroleiros
vagões recheados de
línguas-de-gato e um gato
finge que está a arder e
alguém pede ajuda aos bombeiros
e a calçada em ar de
também fingir
fingia que era o sapato
que fingia cair.

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