Deste Oceano de pássaros,
Vê-se uma janela com
fotografia para o abismo,
Sente-se o bater do
coração
Amordaçado pelas
tempestades de areia…
E dos muros amarelados,
Escutam-se as palavras do
triste magala.
Deste Oceano de pássaros,
Percebe-se que há uma
criança esquecida pelo luar,
Que debaixo do mar,
Existem flores em
movimento,
E que uma sombra passeia
por Lisboa.
Deste Oceano de pássaros,
Onde poisam os barcos
doentes e tristes,
Uma mão é capaz de se
erguer contra o altar onde habita uma imagem…
E que dizem ser a
madrugada.
Deste Oceano de pássaros,
O cansaço alicerça-se à
saudade,
E da saudade os pássaros,
Voam e descem a calçada…
E pergunto-me por morre a
paixão,
Porque morrem os corpos.
Deste Oceano de pássaros,
Escuta-se da boca da
tristeza
O grito em revolta,
A revolta da pequena dor
entre parêntesis.
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