24 setembro 2025

Tristeza Oceano

Deste Oceano de pássaros,

Vê-se uma janela com fotografia para o abismo,

Sente-se o bater do coração

Amordaçado pelas tempestades de areia…

E dos muros amarelados,

 

Escutam-se as palavras do triste magala.

Deste Oceano de pássaros,

Percebe-se que há uma criança esquecida pelo luar,

Que debaixo do mar,

Existem flores em movimento,

 

E que uma sombra passeia por Lisboa.

Deste Oceano de pássaros,

Onde poisam os barcos doentes e tristes,

Uma mão é capaz de se erguer contra o altar onde habita uma imagem…

E que dizem ser a madrugada.

 

Deste Oceano de pássaros,

O cansaço alicerça-se à saudade,

E da saudade os pássaros,

Voam e descem a calçada…

E pergunto-me por morre a paixão,

 

Porque morrem os corpos.

Deste Oceano de pássaros,

Escuta-se da boca da tristeza

O grito em revolta,

A revolta da pequena dor entre parêntesis.


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