o negro dia que nunca
sentia o regresso do oceano de luz, e talvez aquele ténue barco sabe e sabia
que este dia é uma
distante maresia
sem o saber, sem nunca o
ter
pertencer ao dia, do dia
de viver
o dia trágico o é, a luz
é quase blasfémia, e o dia sem a palavra no outro coitado do dia, pois então e
sem fé
o dia não é mais o
silêncio de um pão
e do dia triste, no negro
dia
que não sente e que nunca
sentia
sentir o vento que traga
um outro dia
que triste é então este meu
dia no pobre dia…
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