14 setembro 2025

o silêncio de uma espada

 

o silêncio de uma espada, quando poisada

sobro o pescoço da seara,

o peso, oculto, da sombra, e também da geada,

e também o veneno de uma palavra; a palavra amar-te.

 

e o silêncio, eu o quero,

o desejo na minha cama, a pele quase luar, os seios quase chuva, miudinha,

e oiço também a voz do mar,

 

e oiço alguém a me chamar, e atira-me flores, quando eu apenas estava habituado que me lançassem pedras.

e do silêncio de uma espada, quando poisada

sobre o pescoço da seara: a tua voz mendigada, eu a oiço e a escrevo no meu olhar…

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