o silêncio de uma espada,
quando poisada
sobro o pescoço da seara,
o peso, oculto, da
sombra, e também da geada,
e também o veneno de uma
palavra; a palavra amar-te.
e o silêncio, eu o quero,
o desejo na minha cama, a
pele quase luar, os seios quase chuva, miudinha,
e oiço também a voz do
mar,
e oiço alguém a me
chamar, e atira-me flores, quando eu apenas estava habituado que me lançassem
pedras.
e do silêncio de uma
espada, quando poisada
sobre o pescoço da seara:
a tua voz mendigada, eu a oiço e a escrevo no meu olhar…
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