talvez eu seja o louco do
coitadinho pouco na ânsia milenar que só uma pedra sabe o preço de uma raiz,
talvez eu me tenha esquecido e escrito,
com giz
e com a própria língua
dos vaginais sulcos, a álgebra que me fascina, o orgasmo que é o poema mais
belo entre todos os belos orgasmos-poema,
e do louco que sou no tão
tolo que o fui, procurar uma jangada, em pedra, que em vez de correr, se
assenta e não flui, e tão pouco o anda
no interior de uma
conduta.
a mecânica dos fluídos
dos teus vaginais fluidos, porque são as palavras, às tantas e tão poucas, as
minhas, e são as palavras a alegria de um jardim, não, não são as flores a
alegria de um jardim, são
são as palavras, as
palavras de mim.
o vento acaricia o meu
peito como se fosse a mão de uma mulher, o vento toca no meu sexo, como se
fosse a mão de uma mulher a lhe tocar, e sinto-me um pouco louco e enjoado, e
me sinto
um louco de tão pouco o
ser, em o ser
ser um tolo louco a olhar
para o mar.
talvez eu pertença às
animas espingardas de pela boca carregar, que quando me sinto
de tão aflito me sento
e começo a cagar.
talvez eu seja o louco do
coitadinho pouco na ânsia milenar que só uma pedra sabe o preço de uma raiz,
talvez eu me tenha esquecido e escrito,
talvez eu me tenha feito
animal sem sentimentos, talvez
talvez apenas o vento
acaricie o meu peito e toque no meu sexo, talvez a lua não seja, se a seja
a escuridão de uma luz,
de uma luz que não gagueja,
e entre círculos de luz
com olhos verdes, os pássaros são azuis, as flores são de pérula despedida,
um estoiro na pedreira,
uma lâmina quase a tocar o meu rosto,
e eu sem gosto, do meu
sangue a contragosto.
talvez, apenas, dos
pássaros azuis o fiquem, por cá, a vasculhar a geometria euclídea, e só as asas
se salvem, depois de o fogo acreditar que o inferno é um destino, e que o
inferno é um pedinte solitário andarilho, sem nome, porque do nome,
se esqueceram,
e hoje é apenas conhecido
como o…
o coitado do louco
coitadinho: o 10704.
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