porquê
o centeio arde, o fogo é
a água sobre as minhas mãos, o ardume se ao menos aquele rio me levasse
se a terra fosse um
pedaço de qualquer coisa, e nunca a terra
ou a charrua, sempre nua
e que voa nos olhos de
uma gaivota
se o mar não fosse o mar,
e se este mar pertencesse aos números complexos, se este mar fosse a raiz
quadrada de um olhar
se este mar fosse o
número de neper e não este mar
de esqueleto de incenso
porquê
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