21 setembro 2025

Ínfima nuvem que sonha e corre e sonha

Qualquer coisa estranha

na flor que brinca em tua mão de porcelana

qualquer coisa vã

ínfima

que esconde o teu olhar,

 

Qualquer coisa geometricamente sombra nos teus lábios

estranha

castanha

que de nuvem em nuvem

caminha e sonha e sonha e caminha,

 

E morre estranhamente como um pássaro de asas em papel

qualquer coisa estranha na tua mão branca

silenciosamente só

tristemente sentada numa cadeira sem coração...

que vive em ti e de ti se alimenta.


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