Qualquer coisa estranha
na flor que brinca em tua
mão de porcelana
qualquer coisa vã
ínfima
que esconde o teu olhar,
Qualquer coisa
geometricamente sombra nos teus lábios
estranha
castanha
que de nuvem em nuvem
caminha e sonha e sonha e
caminha,
E morre estranhamente
como um pássaro de asas em papel
qualquer coisa estranha
na tua mão branca
silenciosamente só
tristemente sentada numa
cadeira sem coração...
que vive em ti e de ti se
alimenta.
Sem comentários:
Enviar um comentário