entra no rio, descalça, a
ribeira das sete saias, sobe as escadas a gôndola e abraça cada pedacinho de
pedra que encontra,
o poeta quase dorme e
triste, e inventa um baloiço no sono da lua,
senta-se, deita-se e
dorme no pavimento gelado que sobejou de um livro, quando a noite, ainda não
era a noite, era apenas,
uma criança, ensonada.
e a ribeira das sete
saias, corre, corre na esperança,
de um dia,
de um dia entrar no mar,
de um dia olhar, a outra margem do mar…
de um dia pertencer,
apenas, a uma folha em papel, na mão
de quem o lê,
ensonada, uma criança,
era apenas a noite.
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