À outra margem do mar, o
barco saudade estacionado junto aos meus sonhos, de menino, em criança
Eu voava, depois de ser
criança, eu voava
E trazia uma bandeira ao
peito, uma ferida por curar, e tantas vozes, meu deus, tantas vozes me viram a chorar,
só e sem jeito,
Em não ter jeito para
voar,
Sem qualquer jeito, para
amar.
Vou até à outra margem do
mar, e olho o barco saudade, e é ele tão grande, quando eu,
Tão menino, e tão
pequenino, e uma corda o prende
Que o sente,
Mais só, no tão e só,
E doente,
Que na outra margem do
mar, há
Há uma esquina de luz tão
negra, na negra magreza de um olhar.
E na outra margem do mar,
ser o menino destino, trazia nas mãos as nuvens azuis de um abraço, no silêncio
Tão luz e mais a luz,
Do teu olhar; minha mãe.
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