03 agosto 2025

E de tantos os pássaros da sua voz, quase que não o vêem na solidão

Quase que não o vêem na solidão solar do dia, quase que a brancura da sua pele, é negra, como a noite vadia

Ou como uma serpete a ouvir, poesia

Que é esquecido por todos, quase que morria, de aflição, só de pensar de que um dia o mar lhe entre, todo pela janela

 

Que esse mar, seja mais azul do que as silabas de um amanhecer, e mais leve do que o oxigénio de uma semente

E da terra lavrada, se erguerá uma clarabóia com sabor a mel

E de tantos os pássaros da sua voz, quase que não o vêem na solidão

 

Solar do dia.

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