08 agosto 2025

lagrima cinzenta

 

ainda pertenço à tua lagrima cinzenta, ainda rezo e me convenço, que quanto mais lenha coloco na lareira de um olhar, mais chuva aposento, e traz o vento, e o tempo

que ainda pertenço, que ainda…

nas mãos de um destino.

 

se o dia é o sargaço, da noite te encontra, o abraço

sedento, rabugento, talvez até, um pouco azul, nos dias ímpares,

que dos teus seios vejo as luzes da montanha mais linda, de todas as lindas, montanas;

o primeiro dedo, sobre a mesa.

 

turquesa, a primavera quase língua na boca do lobo, à janela, aberta a distância, fica-se apenas pelo pequenino, e tão belo, cubo de granito.

oiço o grito e oiço o jejum da serpente, a maçã de newton cai sobre o centro de massa do teu sexo, e eu finalmente sou um fóton; pudera, finalmente.

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