13 agosto 2025

E percebo que as janelas são apenas invisíveis, todas as estrelas de um olhar!

 

Se tu me amasses, se do silêncio de uma estrela, uma outra estrela me amasse, e matasse…

Se as cavernas fossem a luz da minha caverna, em escuridão,

E a escuridão, a ténue luz de uma mão,

De espada ao céu, as pedrinhas que são lançadas, sobre o mar,

Se este barco fosse o deserto de um abraço, e que me traga o mar, da janela, o isqueiro, aceso, quase, morto, como eu…

 

Se eu voltasse à lua, e se a lua, se deitasse na minha cama, entre sombras de musgo e cortinados em mel, depois uma abelha, traz a sílaba quase só, dentro do rochedo, depois da última madrugada, debaixo de água, deito-me sobre o vazio de uma lágrima,

 

E percebo que as janelas são apenas invisíveis, todas as estrelas de um olhar!

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