20 agosto 2025

Do outro lado, o sentido, o proibido, lado

 

Do outro lado, o sentido, o proibido, lado

De um quadrado, de lado, ou um lago, dentro de um quadrado,

Um silêncio dentro de um beijo, uma roda dentada, quase muda, quase,

Esfomeada,

E uma viga alveolar, tão triste, e tão o mar

Que até se digna, e até se diverte…

A escrever,

Poesia nos teus seios.

 

Deste lado, a voz da sombra, em todo o lado, que o tempo se escoa, que o fluído dos teus uivos, é

A primavera em castelo,

E no outro lado, sentado, o sexo que procura na terra a sílaba de um pedacinho de esperma, ou de uma palavra, apenas.

 

Ou de uma janela, apenas.

E este lado, do meu outro lado, enlatado, o lado mais negro do universo, no túnel de vento, se o vento correr sobre o mar

No outro lado, no outro amar.

 

Que este lado, e deste lado, uma porta se abre, aos poucos, como um paquete atracado no sono, enquanto dormes e eu, acaricio-te o sexo,

E eu visto-me de poeta, de pássaro, de flor ou de gato,

Em busca de um lado,

Ou de um quadrado, qualquer.

Em qualquer lado.

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