Do outro lado, o sentido,
o proibido, lado
De um quadrado, de lado,
ou um lago, dentro de um quadrado,
Um silêncio dentro de um
beijo, uma roda dentada, quase muda, quase,
Esfomeada,
E uma viga alveolar, tão
triste, e tão o mar
Que até se digna, e até se
diverte…
A escrever,
Poesia nos teus seios.
Deste lado, a voz da
sombra, em todo o lado, que o tempo se escoa, que o fluído dos teus uivos, é
A primavera em castelo,
E no outro lado, sentado,
o sexo que procura na terra a sílaba de um pedacinho de esperma, ou de uma
palavra, apenas.
Ou de uma janela, apenas.
E este lado, do meu outro
lado, enlatado, o lado mais negro do universo, no túnel de vento, se o vento
correr sobre o mar
No outro lado, no outro
amar.
Que este lado, e deste
lado, uma porta se abre, aos poucos, como um paquete atracado no sono, enquanto
dormes e eu, acaricio-te o sexo,
E eu visto-me de poeta,
de pássaro, de flor ou de gato,
Em busca de um lado,
Ou
de um quadrado, qualquer.
Em
qualquer lado.
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