04 agosto 2025

a sombra

podia ser a sombra, que gatinha cada degrau até ao céu,

ilumina a mais pequenina pedra da calçada, e pincela o rio quase húmus na madrugada,

se for gente, o musgo invisível no chão em dor que faz palmilhar o pastor montanha acima,

em cada corredor aprisionado, na escuridão…

podia ser a sombra, e o pão, mas é apenas a triste lágrima de um triste amanhecer

 

(Ribadouro, 4/08/2025)

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