um fio de água aperta-lhe o pescoço, da mão, surge um ultraje e vacilante corredio rio, alto-e-baixo
depois da chuva, a
sepultura, recheada de incenso e mirra e água-dentada
descendo até ao rio, a
montanha
moribunda, capaz de
adormecer sobre um penedo de areia…
à porta do silêncio, a
janela do abismo engana-se no triste e vaiado, milagre da senhora
a senhora pede desculpa,
a ausência, migra até ao sino da igreja, ouvem-se os primeiros pingos de
loucura, e depois
nada se sabe,
até que uma égua branca,
em frente ao portão de entrada, se olha, e me olha
e eu, olho-a
também,
(não faço ideia onde
estamos, mas andamos
fui à varanda, puxei de
um cigarro, e perdi-me)
um pequeno sino bate à
janela, há uma porta que se deita a cada segundo quadrado do mais ínfimo,
pedaço de silêncio, a
minha mãe pedia-me um beijo, o cão latia, e quando me via,
acreditava,
que um dia,
teria
o meu lugar,
e teve-o, em outro, lugar
um fio de água aperta-lhe
o pescoço, da mão, surge um ultraje e vacilante corredio rio, alto-e-baixo
depois da chuva,
o vento, e sobre a mesa,
tomba o fio de água.
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