31 julho 2025

Se aproxima, e se senta, e se deita No chão

Quase que adormeço, não sabendo a que navio pertenço

Desconhecendo, o nome deste oceano

Não sabendo, e no entanto

Fiz a primeira comunhão, a solene e fui crismado, depois,

Pensei,

Que se foda o padre, tudo aquilo que está errado, está certo

E assim foi andando o Herberto pelas ruas do Funchal,

Hoje sou Ateu com o acordo escrito e lavrado na seara das montanhas azuis, no cartório notarial, entre mim e a minha mãe

 

Curiosamente passei, quase criança, na ilha da Madeira, Las Palmas, Canárias, e S. Tomé,

Tudo

Um dia em cada,

Por isso sou muito razoável, práctico, e talvez,

Às vezes, muito tolo

 

E cada navio tem um comandante novo, quando já quase o conheço pelo cagar,

Outro gajo de fato cinzento e boné com muitas luzinhas, tantas tiveram,

Os seios da minha tia Alice, que morreu virgem e devota, valha-nos Deus,

Logo do AL Berto, e aquele malandro do Pacheco, depois

Chovia uma ténue alegria pela pilinha quase sabão

 

O cão, ladrava, felizmente acordava o Leão na floresta,

E claro, que se foda,

O padre,

E o Leão, e também,

Que se foda a selva

 

Que apenas se salvava a criança, e que o raio do canino, continua a espetar pregos nas nádegas da menina Arminda, que coisa, aquela coisa,

Quase fogo sobre a floresta, e o Leão

Se aproxima, e se senta, e se deita

 

No chão.

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