Dois corpos, das nossas sombras despidas, na argamassa de um violoncelo desafinado, porque uma janela está doente, está triste
Sob a cama, procura o
soldado, camuflado, os destroços restantes de uma granada de sémen que algures,
do outro lado da terra, semeou alfaces coloridas, e cada equação diferencial,
depois de descer as escadas de acesso ao território neutro da boca de um louco,
São dez euros de rodas
dentadas, por favor
E sem favor, os dois
corpos, das nossas sombras despidas, na argamassa de um,
Cão vadeando monte acima,
monte abaixo, o Pacheco se masturba junto aos arbustos, e depois,
Cuspia sobre o prato onde
comia,
Salivava os comestíveis
adornos do olho do cu, cansado, chega a casa, despe-se, senta-se nas escadas,
fode um cigarro, e pensa;
O que dirá, este poema,
de mim?
Que se eu quisesse, quase
enlouquecia.
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