03 julho 2025

O sol dos teus lábios…

 

Um copo com água que me bebe e alimenta, depois sabemos que este vazio é apenas um poço, um poço fictício, naquela lágrima, daquele destino, depois o voar de uma pétala, sempre que vinha o sol

 

E levava-nos, um copo com água que se bebe, e eu, às vezes também o

bebo-o na cicuta de um beijo

trazendo a sanzala em chamas de água salgada na despedida de um cortinado, que aos poucos olha o mar, que sempre que chove

despede-se do infinito, dizem que é tão tolo

 

Como o tolo de um copo com água, ou de uma lágrima, na fogueira envenenada que semeia a vinha descendo, socalco a socalco,

o sol dos teus lábios…

 

E quase que não me tocas, que quase

não me sorris.

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