Um copo com água que me
bebe e alimenta, depois sabemos que este vazio é apenas um poço, um poço
fictício, naquela lágrima, daquele destino, depois o voar de uma pétala, sempre
que vinha o sol
E levava-nos, um copo com
água que se bebe, e eu, às vezes também o
bebo-o na cicuta de um
beijo
trazendo a sanzala em
chamas de água salgada na despedida de um cortinado, que aos poucos olha o mar,
que sempre que chove
despede-se do infinito,
dizem que é tão tolo
Como o tolo de um copo
com água, ou de uma lágrima, na fogueira envenenada que semeia a vinha
descendo, socalco a socalco,
o sol dos teus lábios…
E quase que não me tocas,
que quase
não me sorris.
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