Invento, ventos,
pedrinhas de brincar, até na despedida, se despediu, e partiu
Invento este tempo, em
pequenas roldanas, elevadas ao quadrado da imbecilidade, batem à porta
O carteiro comunista, o
camarada
Qualquer dia, meu amor,
qualquer dia
Tudo será nosso, meu amor
E ele, e ele era um
senhor cavalheiro, de sandálias quando atravessava o fogo, dias depois
Pedia esmola no metropolitano,
que só muito mais tarde,
Acordou junto a uma
laranjeira
O que é a noite, meu amor
O que é o dia, a janela
sobre o vizinho, uma lâmpada quase em geada,
Suicida-se enquanto ela
se despia, e olhava-o, quase frio,
Quase cadáver poema,
dentro de uma mão, no outro muro, onde durante a noite, escondia pequenos grãos
de areia
Invento venenos, e deixo
sobre uma lápide o grito de uma sílaba, a roda dentada, perde dentes
Mas ainda roda, e
grita-gira
Sobre um mar de rosas-dentadas
Invento aldeias na minha
infância, e eu nunca, sim
Tive, tive muita
infância,
Quanto a aldeias, eram
pequenas palhotas à espera de que um dia
Talvez amanhã,
Uma girafa olhava-o…
E finalmente percebeu,
- Invento, ventos,
pedrinhas de brincar, até na despedida, se despediu, e partiu
O que será Deus, meu
amor!
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