22 julho 2025

O que será Deus, meu amor!

 

Invento, ventos, pedrinhas de brincar, até na despedida, se despediu, e partiu

Invento este tempo, em pequenas roldanas, elevadas ao quadrado da imbecilidade, batem à porta

O carteiro comunista, o camarada

Qualquer dia, meu amor, qualquer dia

Tudo será nosso, meu amor

E ele, e ele era um senhor cavalheiro, de sandálias quando atravessava o fogo, dias depois

Pedia esmola no metropolitano, que só muito mais tarde,

Acordou junto a uma laranjeira

 

O que é a noite, meu amor

O que é o dia, a janela sobre o vizinho, uma lâmpada quase em geada,

Suicida-se enquanto ela se despia, e olhava-o, quase frio,

Quase cadáver poema, dentro de uma mão, no outro muro, onde durante a noite, escondia pequenos grãos de areia

 

Invento venenos, e deixo sobre uma lápide o grito de uma sílaba, a roda dentada, perde dentes

Mas ainda roda, e grita-gira

Sobre um mar de rosas-dentadas

Invento aldeias na minha infância, e eu nunca, sim

Tive, tive muita infância,

Quanto a aldeias, eram pequenas palhotas à espera de que um dia

Talvez amanhã,

Uma girafa olhava-o…

E finalmente percebeu,

 

- Invento, ventos, pedrinhas de brincar, até na despedida, se despediu, e partiu

 

O que será Deus, meu amor!

Sem comentários:

Enviar um comentário