o cansaço é tanto, que quase não sinto
o endiabrado silêncio, na
palma da minha mão
este cansaço alesto, que
a uma nuvem comprou
e que a nuvem há-de
enterrar
debaixo da cama, depois
de a lua, ser o luar
e o cansaço, depois da
chuva
a terra lavrada, na mão a
charrua, e no olhar
uma pedra-pomes quase a
ser lançada, contra a noite amordaçada.
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