24 julho 2025

o cansaço

o cansaço é tanto, que quase não sinto

o endiabrado silêncio, na palma da minha mão

este cansaço alesto, que a uma nuvem comprou

e que a nuvem há-de enterrar

debaixo da cama, depois de a lua, ser o luar

e o cansaço, depois da chuva

a terra lavrada, na mão a charrua, e no olhar

 

uma pedra-pomes quase a ser lançada, contra a noite amordaçada.

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