27 julho 2025

E, morra também

Se eu tombar na chuva escaldante sempre que a terra treme, de luz quando o livro é um círculo de olhos fechados,

Se eu tombar, lacrado o meu nome depois de morto, este esqueleto quase em ruínas

Quase cadáver mendigo, a figueira olha-a, cada figo é um disfarçado malmequer pincelado de azul,

O pôr-do-sol está na tua mão mar que assombra uma mãe, antes que seja noite, o poema

E, morra também.


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