19 julho 2025

dos teus lábios, mimada

oiço o silêncio da água que chora nos teus seios, que semeia na terra, outra terra, semeada, e outra água, também chorada

deito a cabeça nos teus seios, poiso a mão na tua coxa, deitada

no meu corpo quase, água

no mar dos teus olhos,

dos teus lábios, mimada.

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