(“o padre que se foda,
está tudo certo”)
Oiço o chilrear do
baloiço onde me sento, é quase dia, acorda o sol, e o meu corpo é um perfeito
pêndulo, quase também
Um fio de água sobre a
invisibilidade de um olhar
Dos meus poucos prazeres,
leio
Procuro em cada palavra,
a flor assassinada
Pelo vento; e o que eu
lamento, ouvir a água a bater, na água da noite passada.
Parece loucura? Mas a
minha vida é louca
E é tão pouca, a luz da
primavera, e está tão longe, a terra brava dos meus braços,
E o baloiço, baloiça como
uma corça a descer a estrada, como uma pequena lâmina de fogo, depois do
jantar…
Ainda estou aqui.
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