31 julho 2025

(“o padre que se foda, está tudo certo”)

 

Oiço o chilrear do baloiço onde me sento, é quase dia, acorda o sol, e o meu corpo é um perfeito pêndulo, quase também

Um fio de água sobre a invisibilidade de um olhar

Dos meus poucos prazeres, leio

Procuro em cada palavra, a flor assassinada

Pelo vento; e o que eu lamento, ouvir a água a bater, na água da noite passada.

 

Parece loucura? Mas a minha vida é louca

E é tão pouca, a luz da primavera, e está tão longe, a terra brava dos meus braços,

E o baloiço, baloiça como uma corça a descer a estrada, como uma pequena lâmina de fogo, depois do jantar…

 

Ainda estou aqui.


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