era o fogo que serrava a
pedra, depois o corpo, em pequenos grãos de pólen
depois era a chuva, e foi
o fogo
que lhe incendiou a
paixão
cada fatia de granito, um
beijo, uma palavra escrita, no teu corpo
com a minha mão,
em desejo
e o sítio mais feliz da
tua boca, é o beijo
era em desejo, no desejar
a noite
quando o corpo sente a
mão da serra de luz, o frio espinhal de uma árvore
quando os pássaros são
crianças, e quando as crianças,
são a verdade.