a dor que sinto, quase que não a oiço
tanta é a vontade de me
erguer, em busca da lua, na sombra de um luar, no meu viver
quase noite, que quase
dorme nos meus braços
sinto o perfume da tua
mão, e leio nos teus olhos o meu último poema do dia
a dor, sinto-a
mas que quase não a oiço,
que quase invento janelas abertas para o mar, que quase é noite, meu amor
noite nos teus seios
suspensos no infinito sonhar
que quase que não oiço
esta dor, nem sinto o cheiro ou saudades
de um outro mar, de uma
outra cidade
que quase não te oiço,
quase que é espuma, quase
os teus olhos na fimbria
manhã de um sonhar
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