18 junho 2025

os teus olhos na fimbria manhã de um sonhar

a dor que sinto, quase que não a oiço

tanta é a vontade de me erguer, em busca da lua, na sombra de um luar, no meu viver

quase noite, que quase

dorme nos meus braços

sinto o perfume da tua mão, e leio nos teus olhos o meu último poema do dia

a dor, sinto-a

mas que quase não a oiço, que quase invento janelas abertas para o mar, que quase é noite, meu amor

noite nos teus seios suspensos no infinito sonhar

que quase que não oiço esta dor, nem sinto o cheiro ou saudades

de um outro mar, de uma outra cidade

que quase não te oiço, quase que é espuma, quase

os teus olhos na fimbria manhã de um sonhar

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