uma bala de sémen disparada contra a magreza de uma lâmina de barbear,
os sítios, os comuns
sítios, no abstracto dilema de pertencer, ou de apenas nunca de nunca o ser, se
se uma abelha se suicida,
o que será do mel, o que será da tempestade, do sítio disfarçado de alimento
para peixes, um gato,
miau, e tal e tau, pum
outra bala de sémen
disparada contra a magreza de uma lâmina de barbear, sentada sobre o lavatório,
enquanto o poeta se olha no espelho,
e com os olhos,
escreve sítios
disfarçados de tal e coisa, talvez nunca o fosse, talvez, o quase anda
essa tal de coisa, e o
que será uma coisa? o que fará dos centeios loiros da alvorada, recusarem a
suavidade e das mãos de um pente,
porque essa tal de coisa,
não sente
os centeios loiros da
alvorada, e coitada
coitada da espingarda,
tão triste
e tão só, como a noite,
como a alvorada
ou como dois seios,
aprisionados num soutien, e também
coitados, também como eu
uma coisa, neste caso,
duas coisas
perdão; três coisas, eu e
os dois mamilos vomitando níquel gorduroso, doce, o mel
uma pirâmide que me
convidou para tomar um café, um areal branco e fino, lá longe deixou o menino,
lá longe
o barco desce as escadas
do estendal, é frio e é noite
e dos cortinados da
árvore, que ele subia, subia
e até chegar ao céu,
depois deitava-se, e
dormia, e dormia
gemia, e gemia, ambos
gemiam
e ninguém os ouvia, a não
ser dois simpáticos corvos, e duas cândidas pétalas de uma rosa, quanto às
balas de sémen, não o sei
e nunca o soube, tão
pouco se existe uma ponte depois de quinta-feira, depois de atravessar o rio, e
na outra margem, sentada sobre uma pedra cinzenta, eis que me espera
a sombra de uma abelha,
quase tão novinha para ser mãe, e quase tão velha,
tão velha como a chuva,
tão doce como as pedras das tardes de canseira,
junto à ribeira
e eu, eu não sabia que
dormia.
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