o que faço, e o que sou
o que tive, o que nunca
tive, e o que nunca vou ter
fazer, escrever, o ser
saltar da ponte, e
sentar-me no teu colo
o que fiz, faço-o
acreditando na invisível meninice de uma abelha, depois do sexo
fuma o poema, e
coloca-lhe a mão na vagina, ouve um apito
talvez um barco regresse,
talvez um tolo se suicide, e mesmo assim
não sei o que faço,
talvez o faça, nada fazendo, olhar a água que caminha sobre os finos carris da
saudade
o que faço, o que
escrevo, toda esta merda
é apenas o bolso de uma
encarnada lua, descendo a rua, e no desencontro de uma alvorada,
desce as escadas, e
morre-me na mão
ela, viúva, está tão
feliz…
finalmente o tolo morreu.
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