maré desejo quão flutua
sobre a primeira esquina de luz, da noite constante, em viagem, quase a partida
atravessar o rio e nunca
mais, e nunca mais olhar para trás
partir apenas, partir sem
despedida
e nunca mais olhar o rio,
depois de o atravessar
quando eu chegar ao mar
quando eu for já cadáver,
purpurar a madrugada, no esplendor de um jardim-criança, crescem estrelas no
teu cabelo
de uma árvore cansada,
quase chuva
na primavera de uma
lágrima,
quase a partida,
esta viagem sonhada…