sou quase lágrima nas mãos da chuva
sou quase trovão
nos olhos da lua
sou quase migalha nos
lábios de uma mesa
fui poema no rompante da tua
madrugada
sou quase lágrima
sou
quase nada
de
miséria e de pobreza
fui a tua palavra, e hoje
apenas sou um tolo
tão tolo como a geada,
tão tolo como a semente semeada
sou quase lágrima no
corpo de uma enxada
quase, quase nada
o que restou da minha
lágrima chorada
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