abalroado, o sítio
destino de um comboio em lágrimas
o fogo alimenta a esfera
de quartzo que se ergue sobre a mesa, do livro, oiço-te inventando sílabas de
mármore depois do sono, aqui é a lua confinada ao mercúrio menino
dormir nos teus seios,
aqui
o mar aconchega a ferida
do final de tarde, a primavera é o cacto, cativeiro orgasmo
oiço-te, invento em ti a
geada, capaz de subir à montanha de um apenas abraço, em te ouvir
o cigarro fuma a sua
primeira lágrima, o sono é o rei da selva, veste-se de leão, senta-se também
sobre a mesa
o verão desce pela janela
do encerado, é sábado
depois da chuva, depois
do silêncio pertencer aos teus seios
do molhado orvalho, que
se veste no teu corpo
e dança sobre a chuva