as palavras crescem na
minha mão
e lanço-as na página
cinzenta da noite.
o cansaço é tanto, o meu,
que esquecer-te seria uma tragédia, no entanto, entre o cansaço e o
esquecer-te, prefiro o desejar-te.
o poema ganha vida, tem
corpo
tem flores no sorriso,
o poema depois de
escrito…
procura-te e espera-te
neste pequeno espaço literário…
as palavras vão para
outra cidade,
sentam-se junto ao rio,
e dançam até que acorde o
dia.
e se por alguma razão não
houver dia, será
a noite
a tempestade das palavras
perdidas.