pego-te com jeitinho, sento-te na minha mão
imagino-te deitada na
minha cama, cama que não tenho
cama que nunca tive
cama que nunca vou ter
imagino-te a mim abraçada
imagino-te dentro de mim
como uma bala disparada
ou como o silêncio de um
jardim
pego-te com jeitinho,
sento-te na minha mão quase ausente
e imagino-te correndo nas
minhas veias, em busca do mar
que chora e que às vezes
sente
sente as lágrimas do luar
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