23 junho 2025

as lágrimas do luar

pego-te com jeitinho, sento-te na minha mão

imagino-te deitada na minha cama, cama que não tenho

cama que nunca tive

cama que nunca vou ter

 

imagino-te a mim abraçada

imagino-te dentro de mim

como uma bala disparada

ou como o silêncio de um jardim

 

pego-te com jeitinho, sento-te na minha mão quase ausente

e imagino-te correndo nas minhas veias, em busca do mar

que chora e que às vezes sente

sente as lágrimas do luar

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