a voz extingue-se no silêncio de um orgasmo, em círculos, em silêncio, também
alguns livros, um ou
outro ponto de luz em busca de uma fresta, tal como o meu espermatozóide, há
muitos anos, em busca do óvulo de minha mãe
e a voz é tão silêncio,
que se alguém bater à porta, eu talvez não o oiça
também
a voz é um mistério de
luz, é uma partícula subatómica, e talvez apaixonada pela equação da energia de
einstein
e mesmo assim, oiço-a
a voz que se extingue
entre sonâmbulos suspiro, entre ribanceiras quase vertigem,
quando o corpo é ausência
também,
é também um pedaço de
ninguém.
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