29 maio 2025

talvez um dia...






o olhar de uma criança

 

 

tão muito o pouco que tinha, da espada cravada

ao término silêncio de uma palavra, a ausência é o medo, a sincera magnólia, entristece o vento

sempre que uma árvore chora,

sempre que a luz é o pensamento

 

e onde morava, já não mora

se tinha a noite, hoje apenas o distingue a alvorada

e do muito o pouco que tinha, hoje tem uma espada cravada,

e hoje caminha sobre as pedras, depois se o muito for pouco, hoje é a última ceia do silenciar de um pássaro, a árvore morre

 

e o tão pouco, se um dia acordar o muito, tanto faz

sabendo que cada pedrinha de uma calçada, é o pouco que é muito

e o olhar de uma criança

é a alegria do mundo.





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