o fogo, o primeiro milímetro em decadência, à chuva pertence o mendigo, que arde, que se envenena com palavras, quase que o dia o come, e
a última, depois da seara
adormecer, canção da madrugada
o fogo, capaz de erguer a
maré sobre um livro cinzento, sem alento nem comestíveis flores de papel
incinerado dentro de um distante olhar,
e se ele, o fogo, é a
vida depois da morte, coitado
do poeta,
que também ele é fogo,
e é também a morte
Sem comentários:
Enviar um comentário